Sobre as ilusões que criamos

O Facebook (e outras mídias sociais em geral) tem se tornado um verdadeiro balcão de venda de ilusões.

Quantas vezes recentemente você não se deparou com a história (recheada de fotos e vídeos belíssimos) de que fulano de tal largou seu trabalho de executivo e foi viver de frente para uma praia paradisíaca, adotando uma vida de “nômade digital”?

E que tal os longos textos circulando pelas redes sociais dizendo que a geração atual é a que mais trabalha desde o início da História Humana, que estamos mergulhados na depressão e o único caminho possível é largar seu emprego e a vida na cidade grande?

Há verdade nessas histórias, sem dúvida. Há pessoas que conseguem fazer uma transição radical de carreira e vida. Assim como também há pessoas que querem continuar em suas vidas atuais por que estão satisfeitas com o que conquistaram. E também há muita gente que consegue fazer uma transição gradual da vida atual para a vida desejada. Enfim, há espaço para cada um construir a vida que deseja.

O que me incomoda nestas histórias é a ilusão que elas vendem. A ilusão de que jogar tudo para o alto é fácil. A ilusão de que não precisamos pagar as contas no final do mês. A ilusão de que todos que fazem uma transição radical de vida ou carreira são bem sucedidos. A ilusão de que todos precisam mudar de vida.

Todo Ser Humano tem a ilusão de que “a grama do vizinho é mais verde”. É sempre mais fácil achar que a vida do fulano é melhor que a nossa. Afinal, você só enxerga as fotos bonitas que o fulano posta no Facebook. Mas será que por trás daquela visão da felicidade também não há esforço e momentos de desafio e até sofrimento? Claro que há…

Que possamos praticar mais gratidão pelo que temos. E sim, vamos perseguir e realizar nossos sonhos, mas sem as ilusões que outros querem nos vender…

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