13 de fev de 2016

Em Busca da Perfeição


Quando o filme é bom a gente logo percebe. Nos primeiros 15 minutos já está grudado na tela.

Com Whiplash - Em Busca da Perfeição foi assim.

O filme é daqueles que provoca, incomoda, te tira da zona de conforto.

Os protagonistas não são perfeitos, longe disso. Não há luta do bem contra o mal. São apenas seres humanos, cheio de sonhos, esperanças, medo, raiva, ego. Como todos nós.

O foco do filme é na relação entre um professor da melhor escola de música do país e um aluno de bateria.

O método de ensino do professor é brutal, rígido, uma autoridade que se impõe pelo medo. No início ele parece um monstro, mas aos poucos vai mostrando sua face humana. Acredita que seu método é o único capaz de revelar um novo gênio e não apenas mais um bom músico.

É fácil cair na armadilha de rotular o professor como um monstro e o aluno como o coitado da história. Mas conforme o filme avança, percebemos o quanto a trama é mais profunda e complexa.

Nunca acreditei que este método de ensinar/liderar pelo medo dê certo. As pessoas são seres complexos demais para apenas receberem ordens. Um estilo moderno de liderança passa por democracia, transparência, empatia, saber escutar, enfim, o oposto do método apresentado no filme.

Mas Whiplash é genial nas provocações em que faz e ao despertar o debate para questões fundamentais:

- Como despertar o melhor de cada um?

- Qual o papel do professor para despertar o melhor de seus alunos?

- Há um estilo único de ensino / gestão de pessoas que seja eficaz? O estilo deve se adaptar às características dos alunos / funcionários?


Se você quer investir 2 horas num bom programa, não perca este filme.

Um comentário:

  1. Muito bom artigo novamente!Ha uma maxima que diz que " Quem e' temido e' respeitado".Tks for sharing!!!

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