26 de ago de 2012

Transparência e Democracia



Os Estados Unidos tem sofrido com seguidas crises econômicas, mas ainda se mantém como a maior economia do planeta. Em 2010, seu PIB representou US$ 14.7 trilhões.

Se as 500 maiores empresas do Mundo fossem um país, elas seriam responsáveis por um PIB de US$ 21 trilhões, segundo a Fortune Global 2007, o que representa cerca de 30% do PIB mundial.

Há muitas diferenças entre empresas e governos. Empresas buscam lucro e excelência em inovação e qualidade. Governos devem (ou deveriam J) se preocupar com a melhora do bem-estar de seus cidadãos.
Outra diferença fundamental é que por pior que sejam os políticos, você tem a possibilidade de escolher a cada 4 anos e fazer pressão para que eles prestem contas e melhorem a gestão da cidade.

No caso das empresas, nem eu nem você temos condições de eleger os presidentes...

Não quero propor uma revolução nos moldes do velho e falido Socialismo. Empresas são organizações voltadas para seus próprios interesses e desde que joguem dentro das regras do jogo (seguindo regulações governamentais, práticas éticas e sustentáveis), desempenham um papel fundamental na sociedade moderna.

O que precisamos começar a encarar é que uma nova realidade exige novos modelos de gestão.

Em pleno século XXI, passados 250 anos da Revolução Industrial e o início de conquistas fantásticas para a Humanidade, como a Democracia e os Direitos Humanos, ainda vivemos num Planeta com mais de 7 bilhões de pessoas e das quais somente 35 milhões trabalham para as 500 maiores empresas do Mundo, que respondem por 30% da riqueza mundial. Esta disparidade nos números é traduzida na enorme desigualdade social que ainda persiste no mundo.

Embora o movimento de responsabilidade social tenha se fortalecido nos últimos 20 anos, as grandes corporações precisam fazer mais do que apenas vender seus produtos e serviços e ganhar pedaços de papel coloridos que nós costumamos chamar de dinheiro.

A questão que fica para organizações deste porte e para todos nós que direta ou indiretamente podemos auxiliar neste processo de transformação:

Como as grandes empresas podem se abrir mais para atender ao interesse público de seus consumidores e não-consumidores que são afetados (direta ou indiretamente) por suas decisões?

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