20 de mai de 2010

Até que ponto dinheiro traz felicidade?



Na sociedade moderna em que vivemos, o trabalho possui uma importância quase que sagrada em nossas vidas. Gastamos grande (e talvez a maior) parte de nosso tempo trabalhando.

Uma parte considerável de nossa relação excessiva com o trabalho se deve à busca de dinheiro e melhores condições materiais de vida.

E sempre que começamos a falar de dinheiro, surge a famigerada discussão sobre dinheiro e felicidade.

Até que ponto dinheiro traz felicidade?

Você era mais feliz quando era mais rico ou mais pobre?

Longe de ter as respostas, gostaria de adicionar algum tempero a esta discussão.

Segundo estudos realizados nos anos 90*, nos Estados Unidos e Japão, enquanto o PIB per capita AUMENTOU dramaticamente (linha escura), o nível de bem-estar se manteve ESTÁVEL (linha pontilhada).

Se em países extremamente pobres, aumentos de renda podem significar aumento de bem-estar e felicidade, por trazerem elementos básicos à vida humana (moradia, alimentação etc), por outro lado, a pesquisa aponta que em países com uma renda per capita acima de US$ 10.000 anuais, não há incremento de felicidade em função do aumento de renda.

Sabemos que a felicidade pode ser dividida em um componente objetivo (aquilo que possuo, minha carreira, família, amigos etc) e em um componente subjetivo (percepção em relação à própria vida, modelos mentais, valores etc).

Será que um aumento excessivo da renda, provoca uma super valorização do componente objetivo em detrimento do subjetivo?

Em outras palavras, será que o excesso de renda e bens materiais, diminui nossa humanidade e consequentemente nossa felicidade?

Quem é mais feliz? O executivo milionário ou o vendedor de pipoca na frente da escola?

* Livro "Felicidade", do economista Eduardo Giannetti. Editora Cia das Letras, 2002.

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